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Cheire
Muitos aromas são perceptíveis por um curto período. Busque logo suas primeiras impressões olfativas.

Cultura cervejeira
Da história do “pão líquido” ao copo certo, do IBU ao ABV: um ponto de partida para aproveitar melhor cada gole.
Não se sabe ao certo quem inventou essa maravilha, mas tudo começou com o descobrimento da fermentação de algum cereal e, a partir daí, das primeiras bebidas alcoólicas. Alguns afirmam que a cerveja surgiu pouco depois do pão, ao se notar que, com a massa molhada, o pão fermentava e ficava mais gostoso.
Dessa forma, para inventarem o “pão líquido” foi um pulo. Graças aos deuses, os sumérios e outros povos começaram a aprimorar o processo de produção e hoje você pode degustar os mais variados estilos dessa tão famosa bebida.
“Cerveja é toda bebida fermentada a partir de cereais.”
No Brasil, pela Lei nº 8.918, de 14 de julho de 1994, entende-se cerveja como “a bebida obtida pela fermentação alcoólica do mosto cervejeiro, oriundo do malte de cevada e água potável, por ação da levedura, com adição de lúpulo”.
Ritual de degustação
Aprender mais sobre cerveja faz parte da prática cervejeira — e uma degustação fica melhor ainda na companhia de bons amigos.
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Muitos aromas são perceptíveis por um curto período. Busque logo suas primeiras impressões olfativas.
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O líquido é claro? Como é o creme, ou a famosa espuma? Há muitas bolhas? De que tamanho?
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Antes de engolir, distribua por toda a boca para que tenha contato com toda a superfície da língua.
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O sabor inicial mudou? Como é o final de cada gole? É doce, amarga, lembra algo conhecido?
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Você gostou? O que faria pensar duas vezes antes de beber novamente? Recomendaria aos amigos?
Copos devem ser transparentes para apreciar o líquido dourado.
Tomar cerveja sem colarinho é heresia. Dois dedos é o ideal.
Para avaliar o aroma, agite suavemente o líquido no copo.
Quanto mais jovem for consumida, melhor tende a ser seu sabor.
Forma e função
O formato ajuda a controlar espuma, temperatura e aromas. O copo certo também faz parte da experiência.
Chamado de Goblet na Bélgica, é recomendado para as cervejas trapistas.
Copo versátil usado para English e American Ales e algumas Lagers.
Para chope e cervejas vendidas na pressão.
Para cervejas fortes, como Barley Wine, Stout e Eisbock.
Para cervejas charmosas, como Lambic, Gueuze, Champenoise e Faro.
É o tradicional copo de chope, geralmente confundido com a Tulipa.
Canecão alemão de 1 litro, usado em festas e celebrações.
Confundido com o Lager, mas possui a boca um pouco mais larga.
Indicado para Rauchbier, German Pilsener e Dark Lagers.
Serve bem cervejas alemãs do tipo Kölsch e Altbier.
Usado em diferentes estilos de cerveja, para dar um toque de requinte.
Ideal para cervejas cremosas com colarinho, como as belgas.
Para Weissbier, permite que todo o conteúdo de 500 ml seja despejado.
Para cervejas encorpadas e até amargas, como Bitter e Stout.
Copo ideal para Witbier, cerveja de trigo belga.
IBU · ABV · SRM
Três indicadores ajudam a antecipar amargor, teor alcoólico e coloração antes mesmo do primeiro gole.
Unidade de amargor
0
Nada amarga
15
Não muito amarga
40
Amarga
60
Muito amarga
120
Superamarga
Teor alcoólico
Sem álcool
Menos de 0,5%
Baixo
Entre 0,5% e 2%
Médio
Entre 2% e 4,5%
Alto
Acima de 4,5%
Coloração da cerveja
2-3
3-4
5-6
6-9
10-14
14-17
17-18
19-22
22-30
30-35
35+
40+
A teoria fica melhor no balcão